Vereação

Intervenções ou resumo das mesmas nas reuniões de Câmara

Reunião de Câmara, 10 de Março de 2022 (2ª Parte)

(…)

Foi proposto dar início ao procedimento de revisão dos novos Regulamentos de Serviço de Abastecimento Público de Água, uma vez que os atuais vigoram desde 2011 e 2002. O vereador do Partido Socialista, Octávio Rodrigues, interveio para perguntar se “a qualidade de água fornecida no concelho já satisfaz os parâmetros de qualidade exigida ao consumo humano”.

A proposta seguinte, no âmbito da Associação de Estudantes do Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar, prende-se com a concessão de um apoio financeiro no valor de 6000€. Interveio a vereadora Katarina Da Silva, para pedir esclarecimentos sobre os valores calculados para cada atividade, questionando a Vice-Presidente se existem orçamentos.

O ponto seguinte, referente a um pedido de apoio financeiro no valor de 30 000€ para a Associação Prazer da Memória, foi alvo de algum escrutínio. Esclareceu a Vice-Presidente, Rita Dias, dizendo que a Associação necessita de uma sede para realizar as atividades. Interveio o Partido Socialista para referir que “quando uma associação pede um apoio tem que ter capital próprio” e que, neste caso, o Município se compromete a suportar aproximadamente 60% dos encargos totais da obra.

Por fim, foi proposto um protocolo de apoio financeiro para um programa de reabilitação do Pavilhão Desportivo Dr. Gomes da Costa, em parceira com o CTM (Centro de Treino Municipal). A proposta visa uma comparticipação, por parte do Município, de 140 000€ num valor total de 189 749,88€. A vereação do Partido Socialista colocou várias questões ao executivo do PSD revelando algumas incoerências e imprecisões no processo pelo que se decidiu retirar o ponto da ordem de trabalhos para que a proposta fosse revista e apresentada novamente.

O vereador Octávio Rodrigues ainda colocou umas questões, ao Presidente de Câmara disse responder na próxima reunião ordinária uma vez que não tinha consigo a informação solicitada.

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Reunião de Câmara, 10 de março de 2022 (1ª Parte)

“A reunião de Câmara do dia 10 de Março incluiu 16 pontos na ordem de trabalhos.

A proposta da isenção de taxas para a instalação do Super Circo foi aprovada por unanimidade, com intervenção do vereador Octávio Rodrigues que disse “com facilidade isentamos o circo do pagamento de taxas. A mesma atenção não se verifica relativamente a outros impostos que poderiam beneficiar os aguiarenses”.

Seguiram-se duas propostas relacionadas com a Iberdrola e as Barragens Alto Tâmega. (…)
A segunda proposta, prende-se com a entrega dos acessos da Estrada Municipal 577 até à aldeia de Gouvães. O que o Presidente da Câmara pretende com esta proposta é receber uma parte dos acessos enquanto o coroamento se mantém sob propriedade da Iberdrola. Interveio a vereadora Katarina Da Silva, que questionou se o projeto da referida obra foi submetido à aprovação dos técnicos do Município. Respondeu o Presidente, explicando que “teve sempre a nota de que havia aquele problema” mas a Iberdrola não quis alterar o projeto.”

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Reunião de Câmara, 24 de Fevereiro

Debateram-se duas propostas relacionadas com a criação da Loja do Cidadão em Vila Pouca de Aguiar. O vereador Octávio Rodrigues atentou para o facto de haver, mais uma vez, ratificações de propostas sobre esta obra. “Não é correto estar a ratificar em vez de deliberar e temo que estas exceções virem rotina”.

Sobre a proposta para o protocolo de colaboração para o projeto Mediar para Incluir em Terras de Aguiar que acarreta um investimento que ascende os 100 000€.
Para a vereação do Partido Socialista, projetos desta natureza são fundamentais, sobretudo com o aumento do fluxo imigratório no nosso concelho, mas requerem planeamento, organização, rigor e transparência.

O vereador Octávio Rodrigues questionou o Presidente da Câmara sobre o protocolo assinado em 2006 entre o Município, a Paramontes e a Junta de Freguesia de Telões, relativo ao parque empresarial designado Tabopan.
Em 2009 estava prevista a construção de um pavilhão desportivo que até hoje não foi concretizado.

O vereador do PS terminou, dizendo “o espaço era dos Baldios, não da Junta. Telões só perdeu: perdeu o campo de futebol, perdeu o campo de feira e perdeu parte do terreno que atualmente constitui o acesso às instalações da Tabopan”

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Reunião de Câmara, 10 de Fevereiro (2ª Parte)

“(…) Seguiu-se o ponto 13, que propunha uma comparticipação financeira de 7500€ mensais (até um máximo de 82.500€) ao Centro Social Nossa Senhora do Extremo. O pedido de apoio por parte da instituição advém da não atribuição de financiamento para uma nova resposta social.
Interveio o vereador Octávio Rodrigues para questionar o que se pretende fazer, no futuro, caso a reclamação não surta efeito ao que a vereadora Manuela Castanheira disse que se terá de fazer a reavaliação da situação. Todo o executivo concordou que, neste momento, o importante é garantir que a obra para a construção do Lar Residencial para Pessoas com Deficiência seja concluída. (…)Posto isto, a proposta foi aprovada por unanimidade.(…)”

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Reunião de Câmara, 10 de Fevereiro de 2022

Reunião de Câmara, 10 de Janeiro de 2022 – Parte 1
17 pontos na ordem de trabalhos

“(…) O Presidente da Câmara disse não ter um plano de contingência, mas que pretendem quantificar os recursos existentes. Disse também que o Município está a sensibilizar a população através da fatura da água (…). Terminou dizendo que o nosso concelho ainda não está em seca severa. Interveio a vereadora Katarina Da Silva dizendo que as medidas reativas chegam sempre tarde demais e que é necessário definir medidas concretas com base na prevenção(…)”

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Reunião de Câmara, 27 de Janeiro de 2022

11 pontos na ordem de trabalhos

“O vereador do Partido Socialista Otávio Rodrigues (…) deixou a sugestão de se promover comparticipações para o tecido empresarial semelhantes às do âmbito do desenvolvimento social de forma a promover e potenciar a competitividade das empresas ao mesmo tempo que fomenta a empregabilidade jovem (…)”;

“O vereador do Partido Socialista pediu a palavra para colocar duas perguntas: “qual o ano de aquisição do imóvel do Largo da Capela em Telões, falado na última reunião, e qual o custo associado?; e, ainda em Telões, qual o custo de aquisição envolvido na aquisição dos imóveis, junto ao tanque público e mini mercado do Artur? Qual o destino deste espaço?”. O Presidente da Câmara disse não ter informações sobre o assunto, mas que responderá às questões colocadas na próxima reunião do executivo.”

“A vereadora Katarina Da Silva pediu também a palavra para questionar sobre o ponto de situação da ponte de arame da aldeia de Monteiros. Questionou se já existe alguma alternativa válida para a substituição desta via;”

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Reunião de Câmara, 13 de Janeiro de 2022

A primeira reunião ordinária do ano ocorreu a 13 de janeiro e incluiu três pontos na ordem de trabalho. A ata da reunião anterior (23/dez.) foi aprovada por unanimidade com a abstenção das vereadoras Katarina Da Silva e Ana Rita Dias. Seguiu-se a proposta para a descentralização das competências na área da saúde. Estas alterações não mudam, significativamente, as competências transferidas nem os seus termos, apenas pretende reforçar o espírito de articulação e cooperação entre o Ministério da Saúde e o Município. A proposta foi aprovada por unanimidade. O último ponto da ordem de trabalho prende-se com a criação de um fundo de maneio para a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, no valor de 624,00€. O vereador Octávio Rodrigues interveio e perguntou se esta quantia era a única atribuída à CPCJ, uma vez que era pouco quando refletida a importância da comissão no domínio da proteção de menores. A vereadora Ana Rita Dias esclareceu que esta recebe comparticipação financeira de outras fontes e que o Município se mantém disponível para atribuir mais financiamento caso haja necessidade. Finda a ordem de trabalho, a vereadora Katarina Da Silva questionou o Presidente da Câmara sobre o abate de árvores que ocorreu nos baldios da aldeia de Nozedo, junto ao troço da N206 entre Vila Pouca de Aguiar e Valpaços. Perguntou se o Município tinha conhecimento da situação e, se sim, qual a justificação para o corte tão significativo. O Presidente da Câmara respondeu que sabia do sucedido, mas que nada poderia ter feito, uma vez que a mata em causa pertence ao Conselho Diretivo dos Baldios de Nozedo. Explicou que as árvores possuíam maturação suficiente para o corte e que a venda da lenha constituía um retorno financeiro considerável. A vereadora interveio, dizendo que o retorno financeiro não é sustentável quando se tem de esperar largos anos para que as árvores voltem a atingir aquela dimensão. Relembrou também a necessidade de assumir um compromisso com a mitigação das alterações climáticas e proteção do meio ambiente dizendo que “a natureza não pode estar à mercê da vontade dos Conselhos Diretivos nem do retorno financeiro de atividades que trazem lucro de uma só vez. Os recursos naturais são o nosso maior património e, dentro de poucas décadas, constataremos mesmo isso. É preciso protegê-los”. A vereadora do Partido Socialista continuou dizendo que o lucro não pode servir de justificação para tudo e, citando o Diagnóstico do sector da Floresta do Alto-Tâmega, lembrou que existem outras fontes de rendimento financeiramente mais sustentáveis e que valorizam os produtos de origem florestal (pinhas, cogumelos silvestres, resina e caça). Sugeriu ainda a delimitação das zonas florestais que, pelo seu valor ecológico, histórico ou paisagístico, sejam de interesse público, e apelou ao Município que assuma um compromisso sério com a proteção da natureza, meio ambiente e animais. Antes da reunião terminar, a vereadora Katarina Da Silva pediu novamente a palavra para expressar o seu contentamento por saber que os residentes da Urbanização da Brangada já estão a ver instalados nas suas habitações os sistemas de aquecimento a pellets prometidos, há muito, pelo Município.

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Reunião de Câmara, 23 de Dezembro

A reunião de Câmara do dia 23 de dezembro incluiu 7 pontos na ordem de trabalhos. A ata da reunião anterior foi aprovada por unanimidade com a ressalva para a correção dos pontos 9 e 10. Seguiu-se a deliberação da doação da VMPS – Águas e Turismo S.A. e UNICER S.A. do prédio rústico identificado pelo artigo 3196. O vereador Octávio Rodrigues interveio questionando o executivo do PSD se a referida proposta visa a cedência do uso do solo ou a efetiva doação do prédio, tendo sido dito perentoriamente que o que estava em causa era a doação. Assim, a cedência do uso dos solos, prevista na cláusula 1 do protocolo de colaboração seria agora ultrapassada face à celebração de escritura pública, comprometendo-se o Presidente da Câmara a apresentá-la logo que formalizada. Face à explicação, o ponto foi aprovado por unanimidade. A proposta seguinte diz respeito à atribuição de um novo topónimo da localidade de Barbadães de Baixo. O vereador Octávio Rodrigues interveio, dizendo que o documento da ata é ilegível. Esta situação tem-se repetido várias vezes ao longo destas reuniões e, desta vez, o Partido Socialista absteve-se com a ressalva de, numa próxima, se recusar a votar uma vez que não são criadas condições para se possam tomar decisões informadas. Os pontos seguintes, relativos à ação social escolar, foram aprovadas por unanimidade. Seguiu uma proposta no âmbito da educação, relativo à transferência de verbas (no valor de 15 796.87€ euros) para a Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar. O vereador do Partido Socialista interveio novamente, solicitando esclarecimentos sobre a aparente duplicação de verbas face a um projeto de apoio ao sucesso educativo aprovado na reunião anterior. Foi dito que a verba de 15 796,87€ visa compensar o acréscimo de IVA não previsto aquando da contratação dos 16 técnicos afetos ao projeto. Foi também referido que os técnicos foram já admitidos pelo Município pelo que esta situação não se repetirá. Foi ainda mencionado que as funções desempenhadas são distintas e visam ocupar os alunos preenchendo os seus períodos livres. Ponderado o esclarecimento, o ponto foi votado favoravelmente. O último ponto da ordem de trabalhos, sobre um pedido de comparticipação financeira para a Universidade Sénior das Terras de Aguiar, foi aprovado por unanimidade.

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Reunião de Câmara, 9 de Dezembro (2ª Parte)

(…) Após a apreciação e deliberação do Orçamento, seguiram-se duas propostas de celebração de contratos-programa no âmbito dos Empreendimentos Hidroelétricos do Alto-Tâmega e Barroso, ambos aprovados por unanimidade. Relativamente aos recursos humanos municipais, todos os pontos foram aprovados unanimemente. A vereadora Katarina Da Silva aproveitou para questionar qual o atual número de postos de trabalho preenchidos na Câmara Municipal. A Vice-Presidente Ana Rita Dias esclareceu que presentemente existem 309 pessoas empregadas, sendo que se propôs e aprovou a integração de mais 10 indivíduos nesta mesma reunião (propostas 183/2021 e 184/2021). A vereadora do Partido Socialista perguntou o motivo pelo qual o Município aumentou de forma tão significativa o quadro pessoal (que, em 2017, era composto por 220 trabalhadores). A Vice-Presidente justificou dizendo que, além da transferência de competências para a autarquia, haveria muitos funcionários a entrar no período de reforma nos próximos anos. Posto isto, o Partido Socialista interrogou o executivo do PSD sobre o número de trabalhadores que se prevê entrarem na reforma, mas não foram dadas respostas concretas. Por fim, e uma vez que se diz que o aumento do pessoal está relacionado com a reforma de muitos trabalhadores municipais, a vereação do PS procurou esclarecer se a Câmara Municipal pretende ou não contratar mais funcionários quando parte substancial dos seus atingir o período de aposentação, mas (mais uma vez) não se obteve uma resposta objetiva. O ponto seguinte, referente aos acordos de execução das Juntas de Freguesia do concelho, prevê o aumento das verbas atribuídas para um valor anual que ronda os 640.000€ e foi aprovado por unanimidade. No âmbito das licenças e vistorias, a proposta 186/2021 foi novamente deliberada uma vez que, na reunião anterior, a mesma havia apresentado erros na documentação e foi, também, aprovada por unanimidade. Seguiu-se a proposta para uma nova candidatura ao PIICIE, que prevê protocolos de parceria com a Animódia e a Banda Musical do Pontido. No mandato anterior, o Partido Socialista já tinha questionado o Município sobre as atividades e ações realizadas no  âmbito do programa, visto que tinham sido atribuídos cerca de 900.000€. Na altura, o Município apresentou meia página A4 com a informação relativa ao programa de combate ao insucesso escolar – pouco conteúdo para um valor tão avultado. A vereadora Katarina Da Silva perguntou se a candidatura seria executada à semelhança da anterior, relembrando que o programa teve pouco impacto no desempenho dos estudantes. A Vice-Presidente Ana Rita Dias explicou que, na edição anterior, o Agrupamento não se mostrou disponível para receber os técnicos afetos ao projeto, dizendo que por diversas vezes estes se deslocavam até às escolas para realizar atividades que não se vinham a concretizar. Além disso, disse também que a pandemia, e consequente confinamento, acabou por dificultar o decorrer do programa. A vereadora Katarina Da Silva relembrou que era aí que os alunos e alunas do nosso Agrupamento necessitavam de ajuda, enquanto estavam fechados em casa, muitas vezes sem acesso a Internet ou até a um computador, sem companhia dos colegas ou ajuda dos professores. “A pandemia não pode servir de desculpa porque se houve momento para ir para o terreno trabalhar era esse”. A proposta foi aprovada por unanimidade, com a esperança de ver o programa (e o dinheiro a ele afeto) melhor executado e com maior significado do que o anterior. As restantes propostas, no domínio da Ação Social Escolar e na Cultura, Relações Públicas e Turismo, foram aprovadas por unanimidade. Finalmente, foi acrescentada uma 23a proposta para a proibição do trânsito a veículos pesados na Avenida Dr. Nuno Simões e na Rua Dr. Henrique Botelho (entre o cruzamento com a Av. Lopes de Oliveira e a entrada principal da fábrica VMPS. O vereador Octávio Rodrigues perguntou ao Município se, com esta alteração, a única estrada que permitiria acesso às indústrias do granito e das águas é aquela que vai até ao Bragado e Sabroso, tendo o executivo do PSD respondido sim. O vereador do Partido Socialista referiu que esta medida irá retirar economia e movimento à vila das Pedras Salgadas ao mandar os motoristas e os seus camiões pela autoestrada. Posto isto, o Partido Socialista votou contra, mas a proposta foi aprovada pela maioria.

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Reunião de Câmara, 9 de Dezembro (1ª Parte)

A reunião de Câmara do dia 9 de dezembro incluiu 22 pontos na ordem de trabalhos. Foi incluído um 23º ponto no dia da reunião, com o consentimento do Partido Socialista. Foram aprovadas a ata da reunião anterior e o regimento da Câmara, que confirma as reuniões públicas à 2ª e 4ª quintas-feiras de cada mês. Seguiu-se a deliberação da retificação do protocolo de parceria com a empresa Iberdrola, onde foi aprovado o alargamento da área geográfica das medidas compensatórias no âmbito do projeto do sistema electroprodutor do Tâmega. Os vereadores do Partido Socialista abstiveram-se, uma vez que parte significativa da documentação enviada pelo Município se encontravam ilegível, inviabilizando uma análise atenta e informada. A vereadora Katarina Da Silva aproveitou o momento para questionar o Município sobre as obras em curso na freguesia do Alvão. Sabe-se que a obra do Viduedo, que visa a implementação de ações na fauna e flora da localidade, está parada há muito tempo e já ultrapassou o prazo de conclusão da obra, previsto para 31 Maio de 2021. O Engenheiro Duarte Marques foi chamado para esclarecer o ponto de situação desta intervenção, dizendo que a obra está parcialmente concluída. Contudo, não reconheceu que se ultrapassou o prazo de execução nem conseguiu determinar a data prevista para a conclusão da ação. Esclareceu-se também o papel da Junta de Freguesia do Alvão na concretização dos trabalhos a realizar e na gestão do dinheiro associado à intervenção, valor que suplanta 1.000.000€.  Seguiram-se assuntos relacionados com a divisão financeira e o aprovisionamento. O ponto 4, relativo à fixação da taxa do IMI foi aprovado por unanimidade. Depois, deliberou-se a fixação da taxa variável de IRS. O executivo do PSD propôs fixar a taxa de participação nos 5%, o limite máximo possível de ser aplicado a sujeitos passivos com domicílio fiscal no concelho. Ou seja, o município não atribui desconto no IRS aos seus contribuintes. O vereador Octávio Rodrigues interveio, dizendo “o município não encara, definitivamente, uma política fiscal amiga dos Aguiarenses. O caminho está definido, o número de municípios que progressivamente promove a redução do IRS é bem elucidativa do caminho a seguir. Também lá chegaremos, não duvido”. A vereação do Partido Socialista votou contra a proposta, sendo aprovada pela maioria. O ponto 6, relativo ao lançamento de Derrama para 2022, foi também alvo de alguma discussão e crítica. Novamente, o Município propôs a fixação da taxa para o limite máximo de 1,5% para sujeitos passivos cujo volume de negócio ultrapasse os 150.000€ anuais. O vereador do Partido Socialista, Octávio Rodrigues, voltou a tecer duras críticas à proposta relembrando que “a redução dos preços e incentivos fiscais estimulam e direcionam os agentes económicos” e que “se Vila Pouca de Aguiar quer captar investimento tem que se tornar um concelho acolhedor, apetecível, amigável e amigo do investimento e investidores. Sendo a política fiscal a ferramenta que, por excelência, permite encaminhar o investimento em determinado sentido, o Município deve ser mais ambicioso, assumindo, por esta via, a diferença relativamente aos concelhos limítrofes”. A proposta foi aprovada com os votos contra dos vereadores do Partido Socialista.  Os pontos seguintes, relativos ao tributo dos direitos de passagem e à nomeação do auditor externo para o ano 2022 foram aprovados por unanimidade. O ponto 9 dizia respeito apenas à apreciação, porém não foi disponibilizado ao Partido Socialista o parecer do ROC, um documento fundamental para a análise. Após a chamada de atenção, o executivo do PSD disponibilizou a documentação em falta numa reunião ordinária marcada por vários constrangimentos associados à disponibilização da informação legível.  Seguiu-se a apreciação e deliberação das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2022, com cerca de 28 milhões de euros orçamentados para o próximo ano. Novamente, o vereador Octávio Rodrigues teceu críticas à proposta orçamental, dizendo que aquilo que se escreve e se diz não apresentam correspondência na realidade. “O passado recente remete para uma prática contrária à criação de emprego, capitalização de empresas, captação e fixação de investimentos. Sabemos que a ausência de oportunidades condiciona a permanência, fomentando um êxodo populacional verdadeiramente assustador.”  Numa proposta onde as prioridades não se alteram, o Partido Socialista verificou situações em que as verbas afetas nem sequer condizem com o exposto no documento. A título de exemplo, o Município escreve “A agricultura, a floresta e a pecuária sejam consideradas atividades de capital importância para o concelho. Os apoios prestados são fundamentais para a preservação ambiental e para a gestão do espaço rural, criando riqueza através dos nossos produtos”. Contudo, o mesmo documento retrata o investimento de 2020 até 2022, onde se constatou uma redução de 30% no investimento para o desenvolvimento agropecuário e silvicultura. O vereador e líder da oposição terminou dizendo “Bem prega Frei Tomás, olha para o que ele diz, não olhes para o que ele faz”. O Partido Socialista votou, naturalmente, contra.   (…)

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