Anulação do Procedimento Concursal em Regime de Contrato em Funções Públicas por Tempo Indeterminado – 30 Postos de Trabalho – Ref. D
14/05/2023
A reunião ordinária de 20 de abril iniciou com a aprovação, por unanimidade, da ata da reunião de 13 de abril após algumas melhorias solicitadas pela vereadora do PS, Katarina Da Silva. Na sequência da proposta de comparticipação financeira para o clube escolar federado de escalada, deliberada na reunião de 13 de abril, a vereadora Ana Rita Dias aproveitou para esclarecer que os órgãos sociais do clube serão preenchidos pela administração escolar, por inerência. A primeira proposta prendeu-se com a prestação de contas individual, relatório de atividades e inventário dos bens. O vereador do Partido Socialista, Octávio Rodrigues, pediu a palavra começando por dizer que “é impossível digerir em 48h as mais de 400 páginas da prestação de contas, por isso foquei-me no parecer do ROC”, onde constam várias incongruências das contas do Município sob forma de “opinião com reservas”. O vereador do PS prosseguiu e citou o parecer que diz “não nos foi ainda possível proceder, de forma definitiva, à avaliação e validação da totalidade dos bens de ativos fixos tangíveis do Município e sua depreciação”, pelo que se continua sem aferir a totalidade do património da Autarquia. Depois, fez menção a uma doação que ascende os 2 milhões de euros, pela IBERDROLA e que não se encontra devidamente documentada (apenas existe um email a dar conta desta transferência). Sobre este parecer com reserva, o mesmo vereador citou o documento que diz que a doação “visou a reposição do traçado da EM557 que foi afetado com a construção da albufeira da Barragem de Gouvães”, esclarecendo-se que a referida estrada é aquela que passa no coroamento da Barragem. O vereador Octávio Rodrigues ainda mencionou as sucessivas chamadas de atenção do ROC, sobre as demonstrações financeiras da INOVAGUIAR, dizendo poder “estar perante uma contingência no que diz respeito à determinação dos limites de endividamento, tal como o referido na certificação legal das contas”, por em dezembro de 2022 apresentar resultados negativos. A vereação do PS votou contra a presente proposta, não por duvidar da legalidade e pertinência do relatório do ROC, mas sim por todo o conteúdo e opiniões com reservas que constam no documento. A proposta foi aprovada por maioria. As três propostas seguintes, relativas a protocolos de cooperação financeira e técnica com as Juntas de Freguesia de Alfarela de Jales, Soutelo de Aguiar e Alvão, foram apreciadas em conjunto. O vereador do PS, Octávio Rodrigues, questionou o Executivo sobre os critérios de atribuição, uma vez que a comparticipação para Alfarela corresponde a 70% do custo total da obra, enquanto as restantes compreendem apenas 50%. O Presidente da Câmara explicou então que Alfarela de Jales vendeu uma escola primária na freguesia e o valor da venda reverteu para o Município, sendo que este pretende investir essa quantia na obra. A proposta foi aprovada por unanimidade. Depois, foi aprovado por unanimidade os contratos de comodato para cedência de viaturas das seguintes freguesias:Sabroso de Aguiar, União das Freguesias de Parada de Monteiros e Pensalvos, Alvão, Vreia de Jales, Vreia de Bornes e Valoura. No âmbito da ação social escolar foi aprovado por unanimidade a atribuição de suplemento alimentar. No domínio do desenvolvimento social, foi proposto o Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação, onde a vereadora do PS, Katarina Da Silva, fez uma extensa intervenção criticando o constante recurso da Autarquia a entidades externas para a realização de planos e diagnósticos territoriais, dizendo que é notório o desajustamento do documento proposto às especificidades, necessidades e potencialidades de Vila Pouca de Aguiar. Ainda assim, a vereadora disse que “um passo é sempre um passo e este foi um importante de se dar”. A proposta foi aprovada por unanimidade. De seguida, foi deliberado o início de procedimento para o Regulamento do Depósito Municipal de Espólio Arqueológico, também aprovado por unanimidade. A última proposta na Ordem de Trabalhos visou a deliberação do Regulamento de Atribuição de Benefícios Fiscais do Município de Vila Pouca de Aguiar. O vereador do PS, Octávio Rodrigues, pediu a palavra e iniciou a sua intervenção dizendo “Bem-vindos! Desde há muito que sou defensor de uma política fiscal amiga do empreendedorismo vejo, com satisfação, a criação de um regulamento que orienta e direciona os apoios fiscais a conceder”. Prosseguiu dizendo “poderemos questionar a ambição do regulamento, no entanto, um primeiro passo foi dado. O reconhecimento de que este é um caminho a percorrer deixa-me satisfeito e esperançado em melhorias, sempre que o entendimento geral as considere relevantes”. O mesmo vereador fez ainda uma crítica, dizendo que espera que no futuro estes benefícios sejam alargados às famílias. O Presidente da Câmara respondeu que as famílias não estão contempladas porque já existe um Regulamento que já apoia as famílias desfavorecidas, tendo a vereadora do PS, Katarina Da Silva, intervindo para dizer que, “não obstante, a importância do regulamento para famílias vulneráveis, também queremos atrair e fixar famílias com capacidade económica, que invistam o seu capital no nosso concelho a longo prazo”. Antes da deliberação, o vereador Octávio Rodrigues sugeriu alterar o nome do documento para “Regulamento de Atribuição de Benefícios Fiscais para Empresas do Município de Vila Pouca de Aguiar”, tendo a proposta sido deliberada e aprovada por unanimidade com este mesmo nome. Finda a Ordem de Trabalhos, o vereador Octávio Rodrigues solicitou a palavra para questionar o vereador Luís Filipe Nascimento sobre o relatório entregue no âmbito da viagem à Feira Internacional de Agricultura, questionando quantos participantes, quais os custos e que aprendizagens se trouxeram para o concelho que justifiquem a visita, ao que o vereador do PSD respondeu que o documento entregue é apenas técnico e não reflete os aspetos dos custos, comprometendo-se a trazer essa informação na próxima reunião do Executivo. O vereador do Partido Socialista perguntou ainda sobre a possível Albufeira em Trandeiras, questionando se existe a possibilidade de recircular a água pela barragem da Falperra, tendo o Presidente da Câmara dito que está tudo numa fase inicial e que ainda só foi entregue o primeiro estudo de impacto ambiental. O vereador do PS questionou ainda se, em alguma circunstância,
Decorreu a 28 de abril, a Assembleia Municipal, que contou com doze pontos na ordem do dia. 1 – PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA: Antes da ordem do dia foram colocadas algumas questões ao Executivo, entregues em forma de requerimento ao Presidente da Assembleia a pedido deste, percecionado que foi o desconforto do Presidente da Câmara com essas mesmas questões. Tendo em conta a ausência de respostas na Assembleia Municipal anterior, tendo o município gasto cerca de 530.000,00€ neste investimento, o Partido Socialista procurou resposta para a existência ou não da organização “Academia”. Se sim, quem são as pessoas que lideram, quem responde pela manutenção daquele espaço, qual o uso que é feito ao dito espaço e qual a rentabilidade. Relembramos que a Academia de Golfe das Romanas se situa junto centro hípico e que, nos últimos anos, têm sido observadas ovelhas a fazer uso do campo de golfe. O Datacenter em Sabroso de Aguiar é uma iniciativa privada, amplamente divulgada pelo executivo PSD e comunicação social local. Este assunto já tinha sido abordado na Assembleia Municipal de fevereiro de 2023, no entanto, como as respostas do executivo sobre esta matéria não foram concretas e levantaram uma série de dúvidas, foi efetuado um requerimento ao Presidente da Câmara com as seguintes questões: – Qual o nome da empresa que vai investir no Datacenter e respetivo NIPC; – Qual a capacidade do Datacenter; – Tendo sido divulgado que este projeto será 100% alimentado por energias renováveis, o Partido Socialista questionou “Como?”, uma vez que tal se revela impossível na localização pretendida. Foram solicitados através de requerimento, os dados estatísticos de ocupação (reservas e faturação) das instalações “Alvão Village & Camping” nos anos últimos 5 anos, de forma a avaliar a evolução do retorno do investimento e, ao mesmo tempo, quantificar o impacto da pandemia. Foi solicitado ao executivo através de requerimento quais as receitas da aplicação da taxa máxima de IRS Municipal de 5% aos Munícipes desde o ano de 2023, bem como, que fossem fornecidas as receitas geradas da aplicação da Derrama Municipal por ano, desde 2013 e o número de empresas que foram sujeitas a este imposto, por ano, no mesmo período. O Grupo Municipal do Partido Socialista foi obrigado a submeter um novo requerimento ao executivo municipal, visto que a resposta ao requerimento apresentada em Assembleia Municipal de fevereiro estava incompleta. Assim foi solicitada novamente a lista de todas as entidades do concelho com estatuto associativo, os valores de subsídio atribuídos a cada uma delas no ano de 2022, bem como, os planos de atividades usados como referência para a atribuição dos ditos subsídios. Por fim, foi feita uma intervenção relativa ao Cineteatro Municipal, que se reconhece ser um lugar de excelência nas manifestações culturais da sede do concelho, que está inoperacional há vários anos, o Partido Socialista deu relevo a alguns números, dos quais se destacam: – O primeiro concurso para a reabilitação do Cineteatro foi lançado em dezembro de 2019, com a adjudicação de mais de 1.000.000,00€ (um milhão de euros). – A empresa que ganhou o concurso executou apenas 35% do que estava contratado. O Presidente da Câmara reconheceu erros no projeto, descartou as responsabilidades do seu executivo, passando-as para os técnicos; – Em maio de 2021, foi efetuado um novo concurso para a mesma obra, desta vez de cerca de 400.000,00€ (quatrocentos mil euros), para trabalhos complementares. Mais uma vez a adjudicação não foi executada na totalidade. A taxa de execução situa-se em 75% da adjudicação. Questionado sobre esta adjudicação complementar, mais uma vez o Presidente da Câmara atirou as responsabilidades para o projeto e o facto deste projeto não se adequar às características em termos de sonoridade e multimédia que aquele espaço requer. Tendo em conta as respostas fornecidas, o Partido Socialista, questionou o Presidente da Câmara se o projeto foi analisado antes de se lançar a Obra a concurso, ou na adjudicação. Mais uma vez o Presidente da Câmara atribuiu responsabilidades aos técnicos, tendo isentado o seu executivo de responsabilidades. Para finalizar, e sendo que a obra se encontra atrasada 2 anos e meio (898 dias à data da última Assembleia Municipal), o Partido Socialista perguntou também se não há obrigações contratuais com as empresas que ganharam os concursos, ou seja, se estas não reivindicaram indemnizações. A esta pergunta o Presidente da Câmara disse que uma das empresas abdicou de qualquer ressarcimento, a outra ainda se encontra em negociações, sempre sem referir o nome das empresas. Ainda foi questionado o Presidente da Câmara sobre a possibilidade de perder o financiamento comunitário alocado àquela obra, sendo que o Presidente da Câmara não deu qualquer resposta. Sobre a possibilidade de lançar um novo concurso para a reabilitação – também não houve resposta concreta. 2 – PERÍODO DA ORDEM DO DIA Relativo à ordem do dia, o Partido Socialista, destaca: O Grupo Municipal do Partido Socialista, salientou que não concordava que num concelho em que a maioria do seu território é rural e com uma forte ligação a agricultura, pecuária, silvicultura, caça e pesca, o município utiliza-se menos de 1 décimo do valor destinado ao orçamento de 2022 a estas atividades. O Grupo Municipal do Partido Socialista, manifestou ainda a sua preocupação, com algumas conclusões que constam no relatório do revisor oficial de contas que levanta uma série de questões sobre o registo das operações contabilistas, isto além da já habitual opinião com reservas sobre a participação do município na empresa INOVAGUIAR, empresa que o município transfere todos os anos um valor superior a 70.000,00€ (setenta mil euros). Este ponto foi aprovado por maioria, com os votos contra do Partido Socialista. Foi apresentado pelo executivo uma proposta com incentivos fiscais ao sector empresarial. Sobre este ponto, O Grupo Municipal do Partido Socialista, congratula-se pelo facto do Município ter dado o primeiro passo, num assunto de extrema importância. No entanto, o documento apresentado parece-nos pouco ou quase nada, num mercado nacional onde competimos com outros municípios na atração de investimento privado devemos procurar diferenciar-nos de
A reunião ordinária de 13 de abril foi presidida pela Vice-Presidente Ana Rita Dias, integrou 12 pontos na Ordem de Trabalhos e iniciou com a aprovação, por unanimidade, da ata da reunião de 23 de março. A proposta seguinte prendeu-se com o contrato de aquisição de serviços de Medicina no Trabalho, no valor de quase 15 mil euros anuais. Interveio o vereador do PS, Octávio Rodrigues, para questionar se existe outra entidade responsável pela Higiene e Segurança no trabalho, tendo a Vice-Presidente Ana Rita Dias respondido que sim, explicando ainda que a presente proposta se deve à necessidade de atualizar o valor da prestação de serviços, que nunca tinha sujeito a alteração. A proposta foi aprovada por unanimidade. Depois, foi deliberado o restabelecimento do tarifário de abastecimento de água e saneamento de águas residuais para os titulares do Cartão Social do Município, também aprovado por unanimidade. No âmbito da educação, foi aprovada por unanimidade a atribuição de bolsas a alunos do ensino superior, tendo o vereador Octávio Rodrigues intervindo para questionar se há ideia do valor total disponibilizado para bolsas de estudo e de mérito. A vereadora Manuela Castanheira disponibilizou a informação no final dessa mesma reunião. A proposta n.º 60/2023 visou a comparticipação financeira ao Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar para a criação de um Clube Escolar de Escalada, visando a criação de um clube educativo federado. Interveio o vereador do Partido Socialista, Octávio Rodrigues, para pedir esclarecimentos sobre como irá funcionar o clube, uma vez que a presente proposta refere que é possível a integração de alunos, antigos alunos e até elementos da comunidade. Relembrou que já há um clube direcionado para a prática de Escalada e que, havendo comparticipação financeira para uma equipa, deverá havê-lo para as restantes. Relembrou ainda que criar um clube federado em âmbito escolar abre precedentes para outros desportos, havendo agora a possibilidade de se criarem novos clubes que se sobrepõem aos já existentes no concelho. Interveio a vereadora do PS, Katarina Da Silva, para referir que a sua dúvida com a proposta se prende com a intenção de integrar o desporto federado utilizando recursos do âmbito escolar. Disse ainda que a proposta não clarifica quem são os dirigentes do clube nem quem irá assegurar os treinos, transportes e acompanhamento a provas fora do horário da escola pública. Apontou ainda para a falta de clareza quanto à operacionalidade da proposta, que apenas solicita comparticipação financeira para a aquisição de material. A Vice-Presidente da Câmara não conseguiu esclarecer de que forma se pretende conciliar o desporto escolar com o federado, qual o papel do Agrupamento de Escolas num clube que pretende integrar elementos fora da comunidade escolar nem que recursos humanos irão garantir a prática desportiva do clube. Por estes motivos, o Partido Socialista absteve-se da votação, tendo a comparticipação financeira sido aprovada por maioria. Ainda no âmbito da educação foi proposta uma revisão à Carta Educativa de Vila Pouca de Aguiar, documento que reflete as políticas locais de planeamento da rede escolar. A vereadora do PS, Katarina Da Silva, pediu a palavra para perguntar quem elaborou a revisão, tendo a Vice-Presidente da Câmara respondido que é uma empresa privada, que já havia realizado a primeira Carta. Interveio o vereador do PS, Octávio Rodrigues, para confirmar se a primeira Carta Educativa foi aprovada no mandado 2005-2009, tendo a Vice-Presidente dito que sim. O vereador do PS prosseguiu, questionando se há o risco de encerrar a escola das Pedras dada a redução do número de crianças, tendo a Vice-Presidente respondido não haver essa previsão. A vereadora Katarina da Silva voltou a pedir a palavra para dizer que “o risco de recorrer a entidades externas é que estas estão completamente alheias da realidade do nosso concelho, da nossa visão para o futuro, revelando desconhecimento das potencialidades e também necessidades territoriais. Isto reflete-se no presente documento, pela não referência a conceitos que considero fundamentais para o futuro educativo do nosso concelho, nomeadamente: a transição digital; a sustentabilidade ambiental; o contacto intergeracional”, tendo incluído posteriormente a questão da saúde mental no conjunto de questões imprescindíveis de serem abordados. A mesma vereadora alertou ainda para a utilização do termo “necessidades especiais” na Carta, dizendo mesmo que “Especial é a francesinha com ovo. O que estas pessoas têm são necessidades específicas, não especiais.”. A proposta foi aprovada por unanimidade, ainda que a vereação do PS defenda a necessidade de ajustar o documento à realidade do território. No âmbito da ação social escolar, foram propostas a atribuição de subsídio escolar e ainda a atribuição de suplemento alimentar, ambas aprovadas por unanimidade. De seguida, foi proposta a aquisição de um contentor de recolha têxtil para a Cruz Vermelha Portuguesa, também aprovada por unanimidade. No domínio da formação profissional, foi aprovada por unanimidade o protocolo de certificação com o Centro Qualifica do Município de Vila Pouca de Aguiar/Centro de Emprego e Formação Profissional do Alto Tâmega. No que concerne ao associativismo, foram propostos os protocolos de colaboração com as Associações Culturais, Recreativas, Desportivas e Sociais do Concelho de Vila Pouca de Aguiar, aprovados por unanimidade, com as abstenções da Vice-Presidente, na comparticipação da Associação das Mulheres Aguiarenses Empreendedoras, e da vereadora Katarina Da Silva, na comparticipação do Centro Social Santo António da Lagoa, por integrarem a Direção dos mesmos. A última proposta da Ordem de Trabalhos prendeu-se com o depósito de bens arqueológicos do Museu Padre José Rafael Rodrigues, em parceria com a Direção Geral do Património Cultural. Interveio o vereador do Partido Socialista, Octávio Rodrigues, para “expressar a minha satisfação de ver o Museu com a possibilidade de armazenar bens arqueológicos do nosso concelho”. Prosseguiu relembrando que “há um outro espólio em Chaves, pertencente ao Padre José Rafael. Há alguma possibilidade de recuperar estes bens, que são em boa parte manuscritos, para o nosso Museu? Em que pé estão estas negociações?”, tendo a Vice-Presidente da Câmara dito que efetivamente continua em negociação, mas que o Município está empenhado em recuperar também esses artigos. A proposta foi aprovada por unanimidade.
A reunião ordinária do dia 23 de março incluiu 7 pontos na Ordem de Trabalhos (OT), tendo iniciado com a aprovação por unanimidade da ata da reunião ordinária de 9 de março de 2023. O segundo ponto na OT prendeu-se com um contrato de prestação de serviços para fiscalização de empreitadas de obras públicas, tendo o vereador Luís Filipe Nascimento explicado que a técnica em causa já acompanha as obras que lhe estão a ser atribuídas no novo contrato. Interveio o vereador do PS, Octávio Rodrigues, para questionar se não há profissionais no Município que possam executar estas tarefas, tendo o mesmo vereador do PSD explicado que os dois engenheiros da sua divisão acompanham, de momento, 45 empreitadas. O vereador do PS questionou então porque estariam a ser atribuídas obras que estão, de momento, completamente paradas tal como no Cineteatro, tendo o vereador do PSD respondido que essas obras irão necessitar, eventualmente, de fiscalização. A vereadora do Partido Socialista, Katarina Da Silva, também pediu a palavra para questionar o Município sobre a extinção do projeto, tendo o vereador Luís Filipe Nascimento dito que se verificou a necessidade de reformular o projeto do sistema de áudio, luz e imagem. Relativamente à extinção dos dois contratos associados à obra do Cineteatro, a vereadora do PS questionou se o processo não implica compensações financeiras às empresas em causa, tendo o vereador do PSD dito que não se preveem indemnizações. A proposta para o contrato de prestação de serviços foi aprovada por unanimidade. Depois, foram deliberadas a constituição da Comissão de Vistorias e ainda a alteração da delimitação da área de reabilitação urbana de Viduedo, ambas aprovadas por unanimidade. O ponto seguinte prendeu-se com a adenda ao protocolo com o Centro Social Comunitário do Planalto de Jales, onde se pretendeu incluir a valência de ERPI (também designado Lar de Idosos). Interveio a vereadora do PS, Katarina Da Silva, questionando se a adenda tem efeitos retroativos, uma vez que a referida instituição possui a ERPI há mais tempo, tendo a vereadora do Pelouro, Manuela Castanheira, respondido que não, ao qual a vereadora do PS respondeu “que pena”. A vereadora do Pelouro assentiu. A proposta foi aprovada por unanimidade. Ainda no âmbito da ação social, foi aprovado por unanimidade um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal e o Conselho Diretivo do Baldio de Parada de Aguiar, para a prestação de serviços da primeira para a segunda no domínio da nutrição e elaboração de ementas. Por fim, foi proposta a atribuição de subsídios no âmbito da ação social escolar, aprovada por unanimidade. Finda a Ordem de Trabalhos, o Presidente da Câmara tomou da palavra para se referir a um artigo publicado na Voz de Trás-os-Montes sobre a abertura da unidade de convalescença e à informação na contracapa, onde o próprio jornal indicava que contactou o próprio (Presidente) mas que o mesmo recusou uma vez que “não comentava assuntos de partidos políticos”. Explicou então que aquilo que disse na realidade foi que aquele assunto não era uma questão partidária, tendo de seguida lido uma declaração redigida pelo próprio sobre a abertura da Unidade de Convalescença e o artigo em causa, que virá refletida na ata da reunião de 23 de março. Terminou dizendo que queria agradecer formalmente a todas as pessoas envolvidas no processo, tendo ainda destacado a importância do abaixo assinado promovido pela comunidade local pelo não encerramento da Unidade de Paliativos. O vereador do Partido Socialista, Octávio Rodrigues, pediu a palavra para, em nome da vereação do PS, expressar a sua satisfação pelo resultado final e a confirmação da instalação da Unidade de Convalescença. O vereador do Partido Socialista pediu então a palavra para questionar o Executivo sobre o encerramento das Piscinas Municipais, que já estão fechadas poucos dias após abrir. O vereador Luís Filipe Nascimento disse que a análise às águas indicou a presença de coliformes e que neste momento só estavam a aguardar a confirmação do resultado de novas análises, por parte do Delegado de Saúde, para avançar com a reabertura. O vereador do PS pediu novamente a palavra para se referir ao Cemitério de Vila Pouca de Aguiar, uma vez que saiu uma notícia na imprensa regional onde confirma a construção de um Crematório no local. Questionou então o Executivo se esta construção estava realmente confirmada. O Presidente da Câmara disse que não, que apenas foi conversado em reunião com a CIM Alto-Tâmega e Barroso, mas que, nessa mesma reunião, não se reuniu um apoio consensual sobre a possibilidade dessa construção. Explicou ainda que não existe qualquer projeto concluído ou em elaboração pelo Município. O vereador Octávio Rodrigues perguntou então de onde veio a confirmação para a notícia, tendo o Presidente da Câmara suposto que seria pelo conteúdo da reunião com a CIM. Pediu então a palavra a vereadora do PS, Katarina Da Silva, para questionar o Executivo sobre a gestão dos equipamentos do Centro de Saúde, nomeadamente dos veículos, após a transferência de competências. Respondeu a vereadora Manuela Castanheira que essa gestão é clínica, pelo que é feita pelos próprios profissionais do ACES. A vereadora do Partido Socialista alertou que tomou conhecimento de que a prestação de serviços de enfermagem ao domicílio estava a ser condicionada pela indisponibilidade de veículos e, tendo a competência da saúde sido atribuída ao Município, solicitou que a vereadora do pelouro confirmasse a situação. Terminou reforçando a extrema importância da prestação de serviços ao domicílio para territórios como o nosso: disperso, envelhecido e sem rede de transporte em muitas das localidades. A vereadora Manuela Castanheira disse que iria averiguar o problema. A vereadora do PS pediu ainda a palavra para alertar o Executivo para o atual estado do passadiço junto à fonte em frente ao Palacete Silva/Praça Vermelha, uma vez que tomou conhecimento de que uma pessoa teria tropeçado numa tábua solta, tendo-se ferido com alguma gravidade. O vereador Arlindo Ribeiro disse que o passadiço já fora alvo de reparação.
A reunião ordinária de 9 de março integrou 7 pontos na Ordem de Trabalhos (OT). Iniciou-se com a intervenção do vereador do PS, Octávio Rodrigues, que após pedir a palavra questionou sobre o balanço da Feira Internacional de Agricultura, tendo o Presidente da Câmara respondido que estaria a ser preparado um relatório com essa informação. A OT iniciou com a aprovação da ata da reunião de 23 de fevereiro de 2023 por unanimidade. De seguida, foi aprovada a constituição de um fundo de maneio para a CPCJ de Vila Pouca de Aguiar, destinado a despesas eventuais em situação de emergência social, no valor de 624,00€. A proposta foi aprovada por unanimidade. A proposta seguinte prendeu-se com a assinatura de um protocolo de cooperação financeira e técnica, com a Comunidade Local dos Baldios de Capeludos, para obras de melhoramento de ruas. O protocolo prevê que 50% da obra, no valor de quase 117 mil euros, seja suportada pela Câmara Municipal. Interveio o vereador do Partido Socialista, Octávio Rodrigues, para questionar quem irá suportar os outros 50%, tendo o Presidente da Câmara respondido que seria a própria Comunidade dos Baldios. O vereador do PS assentiu, mas acrescentou que “essa informação não está refletida no documento”, pedindo que, no futuro, esses dados fossem colocados no protocolo, à semelhança do que tem acontecido em outros de natureza semelhante. A proposta foi aprovada por unanimidade. No âmbito do desenvolvimento económico, foram propostas as atribuições/não atribuições de bolsas de estudo e de mérito a estudantes do ensino superior e ainda o suplemento alimentar no âmbito da ação social escolar, ambas aprovadas por unanimidade. O último ponto da OT propunha o Regulamento do Festival da Canção de Vila Pouca de Aguiar, também aprovada por unanimidade. Finda a Ordem de Trabalhos, o vereador Luís Filipe Nascimento dirigiu-se aos vereadores do Partido Socialista para entregar a documentação relativa ao processo de instalação de Fibra Ótica no concelho, conforme pedido pela vereação do PS. Explicou que a atual taxa de cobertura ronda os 80%, mas que há um problema de acesso nas designadas zonas brancas, explicando que determinadas freguesias estão excluídas de financiamento para a instalação por terem mais de 20% de cobertura. Contudo, segundo o mesmo vereador do PSD o Município pretende garantir a cobertura total, nem que tenham de suportar parte do custo da instalação. De seguida, a vereadora Ana Rita Dias pediu a palavra para se referir à participação da Câmara Municipal na Bolsa de Turismo de Lisboa, onde referiu a participação do Município no stand da CIM Alto-Tâmega e Barroso, da Rota N2, dos Caminhos de Santiago e ainda do Turismo Porto e Norte. Tomou ainda da palavra o Presidente da Câmara para informar o Executivo de que, a 8 de março, realizou-se uma reunião onde se confirmou que o serviço da Unidade de Paliativos de Vila Pouca de Aguiar passaria para uma Unidade de Convalescença com 20 camas. Mais referiu que o processo será assumido pelo Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto-Douro e que as obras para esta adaptação serão comparticipadas pelo PRR. Disse ainda que, se a Unidade de Paliativos encerrar até maio, garante a abertura da Unidade de Convalescença até ao final do ano. A vereadora do PS, Katarina Da Silva, pediu também a palavra para reforçar a necessidade de dar utilidade a todas as habitações sociais desocupadas, uma vez que existem famílias carenciadas em grande necessidade de apoio social. Alertou o Executivo sobre a urgência de executar as obras de melhoramento nestas casas para colocá-las ao dispor da comunidade. Respondeu a vereadora Manuela que, de momento, ainda não é possível fazer as intervenções necessárias, uma vez que o atual Regulamento para a habitação social prevê que apenas após um ano de desocupação é que o Município pode recuperar a casa.
Decorreu, no passado dia 11/03/2023, em Montalegre, o 1º Encontro Distrital de Mulheres Socialistas, promovido pela Estrutura Federativa de Vila Real e Estrutura Concelhia de Montalegre das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos. Destaca-se a presença da Prof. Maria João Castro – Deputada da Assembleia da República, Isabel Barreira – Secretária Nacional das MS-ID, da anfitriã Ana Isabel Dias – Presidente da Estrutura Concelhia de Montalegre das MS-ID e Ana Daniela Alves – Presidente da Estrutura Federativa de Vila Real das MS-ID. A Concelhia de Vila Pouca de Aguiar agradece a hospitalidade e parabeniza a organização por este dia de debate, de aprendizagem e de reflexão.
Decorreu a 24 de fevereiro, a Assembleia Municipal, que contou com nove pontos na ordem do dia. No início da sessão e antes da ordem do dia foi realizado um minuto de silêncio em memória das vítimas da guerra da Ucrânia e dos sismos da Turquia e Síria, sendo que o Partido Socialista apresentou dois votos de louvor, a Nuno Gonçalves e a Leonardo Fundo, dois aguiarenses que estiveram em missões no estrangeiro. Foram também apresentadas quatro moções pelo Partido Social Democrata, relativamente à falta de recursos humanos no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, outra pelo reconhecimento ao Clube de Taekwondo de Vila Pouca de Aguiar, outra pelo prémio “Viver em Igualdade” e por fim, uma moção relativa ao Encerramento da Unidade de Cuidados Paliativos. Relativamente a esta última moção, e estando a Concelhia do Partido Socialista de Vila Pouca de Aguiar contra o encerramento da Unidade de Cuidados Paliativos, como é público, não pôde deixar de questionar o presidente do Município, sobre o que foi feito durante estes últimos anos para garantir a permanência da mesma em Vila Pouca de Aguiar, sendo que as respostas dadas, por parte do executivo camarário, foram insuficientes e vagas. Ainda sobre este assunto, o Partido Socialista, questionou o executivo sobre quais as alternativas que foram trabalhadas, como, por exemplo, a criação de uma Unidade de Cuidados Continuados, durante os últimos 2 anos, visto que a Câmara já sabe há dois anos, que o encerramento da Unidade de Cuidados Paliativos é irreversível. Pela resposta do executivo podemos concluir que este continua à espera que a solução seja apresentada pelo CHTMAD, não tendo alternativa a curto prazo. Relembramos que a passagem da Unidade de Cuidados Paliativos está prevista para meados de maio, não estando, pela resposta do executivo, o CHTMAD em posição de apresentar outra solução durante este período. Além disso, uma solução para esta unidade, que venha a pertencer ao CHTMAD, não significa que esta passe a funcionar com mão-de-obra do concelho, mas sim com funcionários do CHTMAD, que podem ser recrutados em qualquer lado. No entanto, e nascendo neste espaço uma Unidade de Cuidados Continuados, como já aconteceu no passado, significa que os recursos humanos podem ser contratados exclusivamente entre pessoas do concelho, sendo assim a opção mais viável para a concelhia do Partido Socialista de Vila Pouca de Aguiar. Para terminar o período antes da ordem do dia, foi ainda criada uma comissão, por proposta do PSD, para avaliar a data do feriado municipal. Como é público, o dia em que foi implementado o feriado municipal no nosso concelho, foi apoiada num pressuposto errado. Sendo assim, e à luz dos novos conhecimentos, o executivo decidiu formar uma comissão para decidir, em conjunto com outras individualidades, se deve ou não alterar esta data. No primeiro ponto, relativo à ordem do dia, os deputados do Partido Socialista, questionaram o executivo sobre diversos temas: 1 – Estado de Degradação do Complexo Desportivo de Vila Pouca de Aguiar O Partido Socialista, questionou o executivo sobre o estado de degradação do Complexo Desportivo de Vila Pouca de Aguiar, tendo referido, que existem inúmeros equipamentos que não funcionam e que a zona dos Balneários apresenta um elevado estado de degradação, estando os revestimentos exteriores degradados, os revestimentos interiores em mau estado, infiltrações, entre outros, referindo que é urgente intervir, agora, no Complexo, de forma a evitar que no futuro não seja necessário investir muito dinheiro, para efetuar estas reparações. Para além disso, o Partido Socialista questionou o executivo PSD, de quem é a responsabilidade destas reparações e da manutenção deste espaço. O Presidente da Câmara, Alberto Machado, referiu que este é um assunto complexo, e que estão a estudar soluções para o resolver, tendo concordado com o apresentado pelo Partido Socialista, de que é necessário efetuar reparações neste equipamento para que, no futuro, os custos sejam menores. Além disso, referiu que sendo o Complexo uma parceria público-privada, estas reparações são da responsabilidade da Câmara Municipal e da empresa privada INOVAGUIAR, que constitui a parceria. Acrescentou, ainda, que um dos cenários possíveis será terminar com a parceria. Resumindo, o Município fez um complexo desportivo megalómano, baseado numa parceria ruinosa, e que ainda hoje tem elevados custos para o orçamento municipal. Ainda assim, esta estrutura está a ficar degradada, deixando em breve de servir os atletas em condições dignas, não havendo uma solução a curto prazo para resolver o problema. 2 – Plano Diretor Municipal (PDM) – Atraso de mais um ano Também neste primeiro ponto, foi questionado o executivo camarário sobre o atraso adicional de um ano, na publicação do PDM, levando ao desespero quem espera a revisão do PDM para construir, fazendo com que essas pessoas escolham outros locais para construir e fazer investimentos. Segundo o executivo, este atraso em nada se deve ao município, sendo a responsabilidade deste atraso de outras entidades. 3 – Campo de Golfe do Centro Hípico de Pedras Salgadas Por fim, foi também questionado o executivo camarário, sobre as intervenções que ocorreram no Centro Hípico de Pedras Salgadas, e se essas reparações se estenderam ao “Campo de Golfe”. O Partido Socialista referiu, que o Campo de Golfe representou um investimento superior a 500 mil euros e que está ao abandono, sendo frequente ver ovelhas a pastar por lá. O Presidente da Câmara, Alberto Machado indicou que iria responder a esta questão por escrito. Seguidamente, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Vila Pouca de Aguiar deu a conhecer o relatório de avaliação do ano de 2022, como é habitual. Foram também votados os pontos relativamente à isenção de pagamento aos estabelecimentos comerciais de taxas de ocupação do domínio público com mesas, cadeiras e estrados, até final do ano de 2023, assim como, as revogações dos Planos de Pormenor do Castanheiro Redondo e da Zona do Palácio da Justiça, e o protocolo de colaboração com a Junta de Freguesia de Vila Pouca de Aguiar relativo a transportes escolares. Todos estes pontos foram aprovados por unanimidade, com os votos do